Você já imaginou como seria se as diferentes instituições financeiras da Europa pudessem falar umas com as outras mais facilmente, como os alunos numa sala de aula? E se, em vez de usarem papel, elas usassem uma espécie de “moeda digital” para fazer negócios entre si? Isso é exatamente o que começou a acontecer no dia 28 de julho, com o lançamento da Regulated Layer One (RL1), uma nova cooperativa que promete facilitar a forma como o dinheiro digital é gerido entre dez grandes bancos e instituições financeiras na Europa, numa tentativa de tornar tudo mais rápido e eficiente.
A RL1, com sede em Luxemburgo, é como um clube exclusivo onde os dez fundadores, que incluem bancos como ABN AMRO e Crédit Mutuel, têm voz igual nas decisões e no futuro dos negócios que ali se passam. Há um novo espaço para o que chamamos de “mercados tokenizados”, onde ativos financeiros, que podem ser vistos como fichas ou “tokens”, podem ser tratados de forma muito mais ágil e segura. A ideia é que essa nova estrutura permita realizar transações financeiras sem complicações, como um jogo em grupo onde todos têm que colaborar para vencer.
Para entender melhor o que está a acontecer, imagine que você e os seus amigos estão a juntar dinheiro para comprar várias pizzas. Cada um traz um bocadinho e, no final, têm o suficiente para pedir as pizzas e dividir a conta. Se cada um tiver a sua forma de gastar e contar o dinheiro, vai ser uma confusão! Mas se todos concordarem como vão fazer a conta e como vai funcionar, tudo fica mais fácil e rápido. A RL1 funciona desse jeito. Ela permite que as instituições financeiras “comprem as suas pizzas” juntos, de maneira organizada e sem confusão, usando uma nova tecnologia que facilita a comunicação e os pagamentos entre eles.
Segundo dados divulgados hoje, a RL1 já começou a utilizar uma rede chamada SWIAT, que tinha processado mais de 50 transações, totalizando mais de 700 milhões de euros, antes do lançamento da cooperativa. Isso mostra que, mesmo antes de ser oficialmente lançada, a nova estrutura já tinha um histórico sólido de operações. O primeiro passo para mais instituições se juntarem é o NatWest, que deverá entrar no grupo brevemente. A mesa de comando da cooperativa estará composta por um grupo de especialistas responsáveis por tomar decisões que afetem todos os membros, garantindo que cada um tenha voz e voto nas governanças.
Para os cidadãos portugueses, essa nova cooperativa pode ter implicações diretas nas suas vidas. Como a RL1 visa facilitar transações financeiras, isso pode levar a uma maior eficiência nos serviços financeiros que os bancos oferecem, o que, em teoria, pode resultar em menores custos para os consumidores. Além disso, como se espera que essas tecnologias continuem a evoluir e a ser implementadas em larga escala, pode haver uma melhoria na segurança das transações, tornando-as mais rápidas e menos propensas a erros.
Uma dica financeira prática para quem vive em Portugal é que, ao acompanhar estas mudanças no setor financeiro, pode ser útil manter-se atento a como as taxas de juros e os custos de serviço em bancos mudam. Assim, você pode tomar decisões mais informadas sobre onde guardar o seu dinheiro e como gerir os seus gastos diários. Não hesite em procurar por alternativas que possam oferecer melhores condições à medida que a tecnologia avança. Afinal, um pão quente tem sempre mais sabor quando vem fresco da padaria!
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