E se eu te dissesse que há um novo banco que quer mudar a forma como o dinheiro se move entre países, especialmente quando o assunto é o dólar? Recentemente, o Augustus, um banco de clearing nos Estados Unidos, conseguiu juntar 180 milhões de dólares para avançar com a sua proposta inovadora. A empresa vê a distribuição do dólar como algo que precisa de uma verdadeira revolução, e isso tem implicações gigantescas para bancos e fintechs em todo o mundo. Mas do que se trata tudo isso, exatamente?
O Augustus pretende simplificar a maneira como as pessoas e empresas conseguem acessar o dólar. Em vez de depender de bancos intermediários, a ideia é que os clientes tenham acesso direto ao dólar sem complicações. Isto significa menos tempo de espera e, provavelmente, custos mais baixos para quem precisa fazer transações internacionais. Segundo Ferdinand Dabitz, CEO e cofundador do Augustus, “o dólar é o melhor produto do mundo, mas sua distribuição é fundamentalmente quebrada”. Esta abordagem faz com que o Augustus se destaque, tornando-se o oitavo banco a receber uma licença bancária condicional nos EUA desde 2010.
Para entender o impacto disso tudo, imaginemos que a gestão de dinheiro pode ser comparada a fazer compras. Pensa na vez em que combinaste com os teus amigos para juntar dinheiro para comprar uma pizza. Se um amigo tivesse que recolher todo o dinheiro antes de poderem fazer o pedido, poderiam demorar muito tempo. Mas e se cada um pudesse pagar diretamente ao dono da pizzaria? Isso seria muito mais rápido e teria menos intermediários, permitindo que chegassem à pizza mais cedo. É exatamente isso que o Augustus está a fazer com as transações em dólar, tornando-as mais ágeis e diretas.
Por agora, o Augustus está a obter cada vez mais atenção. Recentemente, conseguiu captar 180 milhões de dólares na sua ronda de investimento Série B, sendo avaliado em 1 bilhão de dólares. Esta ronda foi liderada pela Tiger Global, com vários investidores de nome no setor, incluindo David Velez, fundador do Nubank. O Augustus já está a processar bilhões de dólares para empresas como a exchange de criptomoedas Kraken, e a sua plataforma oferece liquidações através de múltiplos métodos, como Swift e stablecoins. Isto é um sinal de que a liquidação em moeda digital está a tornar-se cada vez mais comum no setor financeiro.
Para os residentes em Portugal, a nova abordagem do Augustus pode ter repercussões significativas. A diminuição do papel de intermediários nas transações pode resultar em custos de remessa mais baixos e mais rápidos. Se o acesso ao dólar se tornar mais fácil e menos dispendioso, isso pode beneficiar empresas que operam no comércio internacional. Ao mesmo tempo, quem quiser enviar ou receber dinheiro de fora também poderá usufruir de uma experiência mais fluida, já que menos intermediários significam menos taxas a pagar.
Como dica prática, é importante que quem está a planear fazer negócios ou transferências internacionais fique atento às novas opções que emergem no mercado. Manter-se informado sobre como as novas tecnologias, como as utilizadas pelo Augustus, podem otimizar custos e tempo pode ser uma boa estratégia para maximizar a rentabilidade. Afinal, no final do mês, qualquer dinheiro poupado pode ser muito bem-vindo, não achas?
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